Inflação de dezembro desacelera em Goiânia e fecha 2025 abaixo da média nacional
Boletins do IMB apontam variação de 0,23% e acumulado de 4,12%
Goiânia fechou o ano de 2025 com um cenário econômico mais favorável que o restante do país. Segundo dados do Instituto Mauro Borges (IMB), a inflação acumulada na capital goiana foi de 4,12%, índice inferior aos 4,26% registrados na média nacional. Em dezembro, a variação foi de apenas 0,23%, consolidando uma trajetória de desaceleração.
O resultado representa um recuo significativo em comparação a 2024, quando a inflação na capital atingiu 5,56%, sinalizando maior controle de preços no mercado local.
Energia elétrica puxa alívio em dezembro
O principal fator de desaceleração no último mês do ano foi o grupo Habitação, que registrou deflação de -1,80%. Esse recuo foi impulsionado sobretudo pela energia elétrica residencial, que ficou 5,38% mais barata no mês, compensando outras pressões sazonais.
Por outro lado, setores ligados a férias e festas de fim de ano exerceram pressão:
Transportes (0,89%): Influenciado pelas passagens aéreas (20,17%) e pelo etanol (4,22%).
Alimentação (0,49%): Altas na batata-inglesa (18,51%) e no tomate (9,41%) foram registradas, enquanto itens básicos como leite longa vida (-4,88%) e arroz (-1,93%) ficaram mais acessíveis.
Impacto varia conforme a renda
O monitoramento do IMB revela que o custo de vida afetou os estratos socioeconômicos de formas distintas em dezembro:
| Faixa de Renda | Variação em Dezembro | Observação Principal |
| Menor Renda | -0,13% (Deflação) | Sentiu maior alívio com a queda da luz e alimentos. |
| Renda Média | 0,14% (Alta) | Pressionada principalmente pelo grupo Transportes. |
| Maior Renda | 0,47% (Alta) | Impactada por Despesas Pessoais e passagens aéreas. |
"Os dados mostram que Goiânia encerra 2025 com inflação controlada. O estudo por faixa de renda permite compreender de forma precisa como as variações de preços afetam diferentes grupos, qualificando o debate sobre políticas públicas", afirma Erik de Figueiredo, diretor-executivo do IMB.
Acumulado do Ano
No fechamento de 2025, os maiores impactos acumulados vieram de Habitação (10,49%) e Vestuário (8,38%). O acompanhamento sistemático desses índices pelo Governo de Goiás, por meio do IMB, visa fortalecer a transparência e a análise econômica para o planejamento do estado.
Os boletins completos podem ser acessados gratuitamente no site:



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