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Goiânia,25/02/2026

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Inflação de dezembro desacelera em Goiânia e fecha 2025 abaixo da média nacional

Boletins do IMB apontam variação de 0,23% e acumulado de 4,12%


Inflação de dezembro desacelera em Goiânia e fecha 2025 abaixo da média nacional


Goiânia fechou o ano de 2025 com um cenário econômico mais favorável que o restante do país. Segundo dados do Instituto Mauro Borges (IMB), a inflação acumulada na capital goiana foi de 4,12%, índice inferior aos 4,26% registrados na média nacional. Em dezembro, a variação foi de apenas 0,23%, consolidando uma trajetória de desaceleração.

O resultado representa um recuo significativo em comparação a 2024, quando a inflação na capital atingiu 5,56%, sinalizando maior controle de preços no mercado local.

Energia elétrica puxa alívio em dezembro

O principal fator de desaceleração no último mês do ano foi o grupo Habitação, que registrou deflação de -1,80%. Esse recuo foi impulsionado sobretudo pela energia elétrica residencial, que ficou 5,38% mais barata no mês, compensando outras pressões sazonais.

Por outro lado, setores ligados a férias e festas de fim de ano exerceram pressão:

  • Transportes (0,89%): Influenciado pelas passagens aéreas (20,17%) e pelo etanol (4,22%).

  • Alimentação (0,49%): Altas na batata-inglesa (18,51%) e no tomate (9,41%) foram registradas, enquanto itens básicos como leite longa vida (-4,88%) e arroz (-1,93%) ficaram mais acessíveis.


Impacto varia conforme a renda

O monitoramento do IMB revela que o custo de vida afetou os estratos socioeconômicos de formas distintas em dezembro:

Faixa de RendaVariação em DezembroObservação Principal
Menor Renda-0,13% (Deflação)Sentiu maior alívio com a queda da luz e alimentos.
Renda Média0,14% (Alta)Pressionada principalmente pelo grupo Transportes.
Maior Renda0,47% (Alta)Impactada por Despesas Pessoais e passagens aéreas.

"Os dados mostram que Goiânia encerra 2025 com inflação controlada. O estudo por faixa de renda permite compreender de forma precisa como as variações de preços afetam diferentes grupos, qualificando o debate sobre políticas públicas", afirma Erik de Figueiredo, diretor-executivo do IMB.

Acumulado do Ano

No fechamento de 2025, os maiores impactos acumulados vieram de Habitação (10,49%) e Vestuário (8,38%). O acompanhamento sistemático desses índices pelo Governo de Goiás, por meio do IMB, visa fortalecer a transparência e a análise econômica para o planejamento do estado.

Os boletins completos podem ser acessados gratuitamente no site: www.goias.gov.br/imb.




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