Sob forte comoção, Itumbiara se despede de segunda criança vítima de tragédia familiar
Benício, de 8 anos, foi enterrado no mesmo jazigo do irmão; velório na casa do avô, o prefeito Dione Araújo, foi marcado por dor e silêncio.
Enterro de Benício, segundo garoto baleado pelo pai, teve comoção (Instagram @vidocaofc) A manhã deste sábado (14/2) foi de luto profundo em Itumbiara. O corpo de Benício Araújo Machado, de 8 anos, foi sepultado sob forte comoção no cemitério da Avenida da Saudade. O menino foi a segunda vítima fatal do ataque cometido pelo próprio pai, o então secretário de Governo Thales Machado, em um crime que abalou o estado de Goiás.
Benício estava internado na UTI do Hospital Estadual São Marcos desde a última quinta-feira (12/2), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos, tendo o óbito confirmado na tarde de sexta-feira.
Despedida em Família
O velório ocorreu na residência do avô materno, o prefeito Dione Araújo, onde familiares e amigos próximos puderam prestar as últimas homenagens em um clima de total consternação. O sepultamento foi concluído por volta das 11h, quando o corpo do menino foi levado ao mesmo jazigo onde já descansava seu irmão mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos.
Miguel faleceu ainda na quinta-feira, pouco após receber os primeiros atendimentos médicos. O pai das crianças morreu no local do crime.
Contexto da Tragédia e Tensão
O caso, que paralisou a rotina da cidade, teve contornos ainda mais dramáticos durante os atos fúnebres. No velório de Miguel, ocorrido na quinta-feira, foram registrados episódios de hostilidade contra a mãe das crianças, Sarah Araújo.
A tensão foi alimentada por publicações feitas pelo marido nas redes sociais momentos antes do crime, nas quais ele atribuía o ato a uma suposta relação extraconjugal da esposa. A polícia segue investigando as circunstâncias do crime, incluindo indícios de que o autor pretendia incendiar a residência da família após o ataque.
O Sentimento da Cidade
Itumbiara permanece em silêncio. A morte dos netos do prefeito Dione Araújo não é apenas uma perda política, mas uma ferida social. O apoio à mãe e à família Araújo tem sido manifestado por lideranças e cidadãos, enquanto as autoridades reforçam a importância do acompanhamento psicológico e do combate à violência doméstica em todas as suas esferas.



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