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Goiânia,25/02/2026

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Além do aparelho: "Indústria do Desbloqueio" limpa contas bancárias em minutos após furtos no Carnaval

Especialista Eduardo Nery alerta que o alvo não é mais o celular, mas a "identidade digital" da vítima para empréstimos e transferências via PIX


Além do aparelho:


A distração típica da folia tornou-se o cenário ideal para uma modalidade de crime que evoluiu de um simples furto para um verdadeiro sequestro de patrimônio. Segundo Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity, as quadrilhas especializadas que atuam em blocos não visam mais o valor de revenda do eletrônico, mas sim o acesso irrestrito à vida financeira do folião. O prejuízo, que antes era de alguns mil reais pelo aparelho, hoje pode ultrapassar os R$ 50 mil em poucos minutos.

A Estratégia do "Furto da Tela Aberta"

Os criminosos não precisam ser hackers avançados. O método principal é a observação. "Olheiros" se misturam à multidão apenas para filmar ou observar o momento em que a vítima digita a senha ou usa o aparelho desbloqueado.

"Ao conseguir o celular desbloqueado, o criminoso tem a chave-mestra. Ele acessa e-mails e SMS, que são usados para redefinir as senhas de quase todos os apps bancários e redes sociais. É uma corrida contra o tempo", detalha Nery.

O "Checklist" do Criminoso com seu Celular:

  1. Busca por Palavras-Chave: Varredura em blocos de notas e WhatsApp por termos como "senha", "banco", "CPF" ou fotos de cartões.

  2. Esvaziamento e Dívidas: Além de transferir o saldo via PIX, os bandidos contratam empréstimos pré-aprovados, deixando a vítima com dívidas bancárias.

  3. Engenharia Social: O Instagram e o WhatsApp são usados para pedir dinheiro a familiares e amigos em nome da vítima.

  4. Extorsão: Acesso à galeria de fotos privadas pode ser utilizado para chantagens futuras.


Blindagem Digital: Como proteger seu patrimônio na folia

Para Eduardo Nery, a estratégia no Carnaval deve ser a de contenção de danos. Confira as recomendações essenciais:

  • Aparelho Secundário: Se possível, leve um celular antigo ("celular do bloco") apenas com apps de transporte, sem contas bancárias instaladas.

  • Limites de PIX: Antes de sair de casa, reduza drasticamente os limites de transferência diária e noturna nos aplicativos de banco.

  • Biometria Sempre: Evite digitar senhas numéricas em público. Prefira o reconhecimento facial ou digital para não ser filmado por "olheiros".

  • Camuflagem de Apps: Utilize recursos como a "Pasta Segura" ou oculte os ícones dos bancos da tela principal do smartphone.

  • Modo Ladrão: Ative ferramentas que bloqueiam o aparelho automaticamente ao detectar movimentos bruscos (como o de alguém correndo após o furto).

Dica de Ouro: Use o Registrato

O especialista reforça a importância do Registrato, serviço gratuito do Banco Central. "Muitas vítimas só descobrem dias depois que empréstimos foram feitos em seus nomes em instituições onde nem tinham conta. O monitoramento via CPF deve ser constante após o furto", conclui o CEO da Every.




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