Alerta em Goiás: Casos respiratórios infantis saltam 72% e SES prevê pós-Carnaval crítico
Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) registra aumento precoce de atendimentos; projeção para 2026 indica cenário mais severo que o do ano passado.
Alta nos atendimentos por doenças respiratórias no Hecad acende alerta para o período pós-Carnaval e reforça a importância da prevenção Foto: Agir O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), emitiu um alerta urgente aos pais e responsáveis: a circulação de vírus respiratórios em crianças e adolescentes teve uma alta atípica antes mesmo do Carnaval. A expectativa é que o período pós-folia sofra um "efeito cascata" devido às aglomerações, elevando ainda mais a demanda hospitalar nas próximas semanas.
O cenário no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) já reflete essa pressão. Em apenas dez dias de fevereiro, a unidade registrou mais de 310 atendimentos respiratórios um salto de 72% na média diária em comparação ao mês de janeiro.
Sazonalidade Antecipada: 2026 desafia projeções
Tradicionalmente, o pico de doenças respiratórias em Goiás ocorre a partir de março. Contudo, em 2026, os diagnósticos de gripe, bronquiolite e pneumonia começaram a subir precocemente.
Se o ritmo atual persistir, o Hecad projeta um volume de casos 12% maior do que o registrado em 2025, ano que já havia sido considerado intenso para a rede estadual. Entre os principais vilões estão o vírus da Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
“Estamos monitorando esse crescimento com atenção e organizando a assistência para garantir atendimento seguro e de qualidade”, afirma a gerente de Enfermagem do Hecad, Bruna Barbosa.
O perigo invisível do pós-folia
A maior preocupação das autoridades de saúde é o retorno das viagens e eventos de Carnaval. Crianças, muitas vezes mantidas fora das aglomerações, acabam sendo expostas aos vírus trazidos por familiares.
A diretora técnica do Hecad, Flávia Godoy, orienta atenção redobrada:
Sinais de alerta: Dificuldade para respirar, febre persistente e cansaço excessivo ao mamar ou brincar.
Prevenção: Higienização das mãos, ventilação de ambientes e evitar levar os pequenos a locais superlotados neste período de alta circulação viral.
Vacinação: A arma principal para gestantes e bebês
A SES reforça que o combate à bronquiolite começa ainda na barriga. A vacina contra o VSR está disponível no SUS para gestantes (entre a 28ª e 36ª semana). A imunização permite que a mãe transfira anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra formas graves da doença nos primeiros seis meses de vida.
Além disso, manter o cartão de vacinação da criança atualizado, especialmente contra a gripe, é a forma mais eficaz de evitar internações e complicações graves.
Alerta em Goiás: Casos respiratórios infantis saltam 72% e SES prevê pós-Carnaval crítico
Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) registra aumento precoce de atendimentos; projeção para 2026 indica cenário mais severo que o do ano passado.
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), emitiu um alerta urgente aos pais e responsáveis: a circulação de vírus respiratórios em crianças e adolescentes teve uma alta atípica antes mesmo do Carnaval. A expectativa é que o período pós-folia sofra um "efeito cascata" devido às aglomerações, elevando ainda mais a demanda hospitalar nas próximas semanas.
O cenário no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) já reflete essa pressão. Em apenas dez dias de fevereiro, a unidade registrou mais de 310 atendimentos respiratórios — um salto de 72% na média diária em comparação ao mês de janeiro.
Sazonalidade Antecipada: 2026 desafia projeções
Tradicionalmente, o pico de doenças respiratórias em Goiás ocorre a partir de março. Contudo, em 2026, os diagnósticos de gripe, bronquiolite e pneumonia começaram a subir precocemente.
Se o ritmo atual persistir, o Hecad projeta um volume de casos 12% maior do que o registrado em 2025, ano que já havia sido considerado intenso para a rede estadual. Entre os principais vilões estão o vírus da Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
“Estamos monitorando esse crescimento com atenção e organizando a assistência para garantir atendimento seguro e de qualidade”, afirma a gerente de Enfermagem do Hecad, Bruna Barbosa.
O perigo invisível do pós-folia
A maior preocupação das autoridades de saúde é o retorno das viagens e eventos de Carnaval. Crianças, muitas vezes mantidas fora das aglomerações, acabam sendo expostas aos vírus trazidos por familiares.
A diretora técnica do Hecad, Flávia Godoy, orienta atenção redobrada:
Sinais de alerta: Dificuldade para respirar, febre persistente e cansaço excessivo ao mamar ou brincar.
Prevenção: Higienização das mãos, ventilação de ambientes e evitar levar os pequenos a locais superlotados neste período de alta circulação viral.
Vacinação: A arma principal para gestantes e bebês
A SES reforça que o combate à bronquiolite começa ainda na barriga. A vacina contra o VSR está disponível no SUS para gestantes (entre a 28ª e 36ª semana). A imunização permite que a mãe transfira anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra formas graves da doença nos primeiros seis meses de vida.
Além disso, manter o cartão de vacinação da criança atualizado, especialmente contra a gripe, é a forma mais eficaz de evitar internações e complicações graves.



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