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Goiânia,17/07/2026

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Maior acidente radiológico do mundo: tragédia com Césio-137 em Goiânia completa 38 anos

Material radioativo foi encontrado em aparelho de radioterapia abandonado em clínica desativada e provocou mortes, contaminação e impacto histórico na capital goiana


Maior acidente radiológico do mundo: tragédia com Césio-137 em Goiânia completa 38 anos Foto: Reprodução TV Globo


Há exatos 38 anos, Goiânia foi palco do maior acidente radiológico do mundo em área urbana. No dia 13 de setembro de 1987, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada no centro da cidade. Dentro do equipamento, havia uma cápsula contendo Césio-137, material altamente radioativo que se espalhou rapidamente, provocando mortes, contaminação ambiental e consequências que marcaram para sempre a história da capital goiana.

Como aconteceu

O equipamento foi levado pelos catadores para um ferro-velho, onde a cápsula foi aberta. Fascinados pelo pó azul brilhante emitido pelo Césio-137, eles compartilharam o material com familiares e vizinhos. O que parecia um objeto curioso se transformou em tragédia: em poucos dias, dezenas de pessoas apresentaram sintomas graves de contaminação.

As vítimas

O acidente resultou na morte de quatro pessoas — entre elas a menina Leide das Neves, de apenas seis anos, cujo caso ganhou repercussão internacional. Além disso, mais de 600 pessoas foram contaminadas e milhares precisaram passar por exames e acompanhamento médico.

Consequências

A tragédia obrigou o governo a montar uma operação emergencial de descontaminação, que envolveu o isolamento de casas, demolição de imóveis e enterro de toneladas de resíduos radioativos em depósitos especiais. A imagem de Goiânia foi profundamente abalada, com impactos econômicos, sociais e psicológicos que duraram anos.

O episódio também expôs falhas graves na fiscalização de resíduos radioativos no Brasil e levou à criação de normas mais rígidas para o uso, transporte e descarte de materiais nucleares.

Memória e reflexão

Trinta e oito anos depois, o acidente com Césio-137 ainda é lembrado como um alerta permanente sobre os riscos da negligência com materiais radioativos. Monumentos e centros de memória mantêm viva a história das vítimas e reforçam a importância da conscientização sobre segurança nuclear.













“O Césio-137 não é apenas uma tragédia local, mas uma lição global sobre responsabilidade, fiscalização e cuidado com tecnologias que podem salvar vidas, mas também destruí-las se não forem geridas corretamente”, destacou um especialista em energia nuclear.




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