Jovem morre após salto sem corda de segurança em São Paulo; seis pessoas são presas
Vídeo registra momento do acidente e gritos de alerta segundos antes da queda; Polícia Civil investiga possível negligência dos organizadores
Jovem caiu de aproximadamente 40 metros durante atividade realizada na trilha da Ponte do Esqueleto (Foto: reprodução / redes sociais) Uma jovem de 21 anos morreu após ser lançada em uma atividade de rope jump sem a corda de segurança devidamente conectada. O acidente aconteceu neste sábado (13), na trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, e resultou na prisão de seis pessoas ligadas à organização da atividade.
O caso, inicialmente tratado como um acidente durante a prática esportiva, passou a ser investigado pela Polícia Civil diante dos indícios de falha operacional e possível negligência por parte dos responsáveis pela atividade.
Suspeitos tentaram fugir após o acidente
De acordo com informações da Polícia Militar, após a queda da jovem, alguns integrantes da equipe responsável pela operação tentaram deixar o local. Dois suspeitos chegaram a fugir para uma área de mata próxima à trilha.
A tentativa de fuga mobilizou equipes policiais, que contaram com o apoio do helicóptero Águia para realizar buscas aéreas na região. Os dois homens foram localizados e detidos. Ao todo, seis pessoas vinculadas à empresa responsável pelo evento foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos.
Vítima morreu no local
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas imediatamente após o acidente.
No entanto, devido à gravidade da queda, os socorristas constataram o óbito de Maria Eduarda ainda no local.
O noivo da jovem acompanhava a atividade e presenciou toda a cena. Segundo relatos, ele entrou em estado de choque após o acidente e precisou receber atendimento médico, sendo encaminhado a uma unidade de saúde da região.
Polícia apura falha na checagem dos equipamentos
As primeiras informações levantadas pela investigação apontam para uma possível falha grave nos procedimentos de segurança.
Depoimentos preliminares indicam que Maria Eduarda foi posicionada na plataforma e autorizada a saltar sem que o cabo principal estivesse conectado ao equipamento de proteção individual utilizado na atividade.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e a eventual responsabilidade criminal dos organizadores.
Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local para analisar a estrutura utilizada na prática esportiva e os equipamentos de segurança. O laudo técnico deverá auxiliar na definição das responsabilidades e no enquadramento dos envolvidos.
Investigação segue em andamento
Os seis detidos foram ouvidos pelas autoridades e permanecem à disposição da Justiça enquanto a investigação avança.
A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para determinar se houve negligência, imprudência ou falha operacional que tenha contribuído para a morte da jovem.
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a fiscalização e os protocolos de segurança em atividades de aventura realizadas no país.




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