Temporada de gripe 2026: Alerta da OPAS e nova variante antecipam vacinação contra Influenza
Com circulação simultânea de vírus e aumento de casos de SRAG no Brasil, especialistas reforçam que a imunização anual é a estratégia mais eficaz de prevenção.
A temporada respiratória de 2026 começou com alertas importantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O órgão adverte sobre uma temporada mais precoce e intensa, marcada pela circulação simultânea da influenza sazonal e do vírus sincicial respiratório (VSR). Até março deste ano, o Brasil já registrou mais de 16 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 26 estados.
Um dos fatores determinantes para este cenário é a identificação da nova variante K do vírus Influenza A (H3N2) no país, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reforçar a necessidade de imunização o mais cedo possível. "Manter o esquema vacinal atualizado contribui para reduzir a circulação do vírus e proteger tanto o indivíduo quanto a sociedade", afirma a Dra. Melissa Palmieri, Vice-presidente da SBIm – Regional São Paulo.
6 Dúvidas Comuns sobre a Vacinação
Eficácia contra cepas: A vacina prepara o organismo para as cepas mais prevalentes do ano. Como o vírus sofre constantes mutações e a imunidade não é permanente, a dose anual é indispensável.
Vacinação e febre: Em caso de febre, recomenda-se adiar a vacina até a melhora dos sintomas para garantir uma resposta imunológica ideal e não confundir sinais da doença com reações vacinais.
A vacina causa gripe? Não. O imunizante não possui vírus ativo em sua composição, sendo incapaz de causar a doença. Efeitos leves como dor e vermelhidão no local são comuns e passageiros.
Imunidade baixa: Pessoas imunossuprimidas ou em tratamento oncológico podem e devem se vacinar, seguindo a orientação médica para definir o momento ideal de aplicação.
Necessidade anual: O vírus está em constante mudança, e os anticorpos diminuem com o tempo. Por isso, a vacina do ano anterior não garante proteção para a temporada atual.
Outras formas de prevenção: Higienizar as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir, manter ambientes ventilados e evitar contato com pessoas sintomáticas são medidas essenciais.
Diagnóstico rápido: Em caso de sintomas, o Dr. Oscar Guerra (Abbott) destaca que o teste rápido é crucial, pois antivirais funcionam melhor quando administrados em até 48 horas após o início dos sinais.




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