Goiás monitora aumento de síndromes respiratórias e confirma casos da variante H3N2 (subclado K)
Estado registra crescimento nos atendimentos, especialmente entre crianças, e reforça importância da vacinação contra a gripe
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) intensificou o monitoramento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) após identificar aumento nos atendimentos nas últimas semanas. Dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontam tendência de crescimento, especialmente entre o público infantil.
No Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, foram registrados 576 atendimentos de crianças com quadros respiratórios graves apenas nos primeiros 13 dias de abril, o que acendeu o alerta das autoridades de saúde.
De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, o vírus Influenza segue como um dos principais responsáveis pelas internações neste período. Paralelamente, o estado confirmou os primeiros casos do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), registrados nos municípios de Caldas Novas, Itumbiara e Anápolis.
Variante em monitoramento
Apesar da identificação da nova linhagem, especialistas destacam que não se trata de um novo vírus, mas de uma variação já esperada dentro da evolução natural da gripe. Até o momento, os casos confirmados em Goiás apresentaram evolução leve e sem complicações graves.
O subclado K já havia sido identificado anteriormente em países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos e Canadá, e segue sob monitoramento pelas autoridades de saúde.
Vacinação é principal forma de prevenção
A SES reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir o risco de complicações, internações e óbitos causados pela gripe. As vacinas disponíveis na rede pública seguem eficazes na prevenção de casos graves, inclusive contra variantes do vírus Influenza.
A cobertura vacinal, no entanto, ainda está abaixo do ideal entre os grupos prioritários. A recomendação é que crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades procurem os postos de saúde o quanto antes.
Sintomas e grupos de risco
Os sintomas associados à gripe incluem:
Febre e calafrios
Tosse e dor de garganta
Dores no corpo e dor de cabeça
Coriza e cansaço
Em alguns casos, também podem ocorrer:
Náuseas e vômitos
Rouquidão
Irritação nos olhos
Crianças pequenas, idosos e gestantes continuam sendo os grupos mais vulneráveis ao agravamento da doença.
Atenção redobrada
As autoridades de saúde destacam que o aumento de casos respiratórios é comum em determinadas épocas do ano, devido à circulação simultânea de diferentes vírus, como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.
Diante desse cenário, a orientação é manter medidas preventivas simples, como higiene das mãos, evitar contato com pessoas doentes e manter a vacinação em dia.




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