Exportações em alta garantem saldo de US$ 758 milhões para Goiás em março
China lidera as compras com 51,3% de participação; destaque para o crescimento exponencial de 711% nas vendas de álcool etílico.
As exportações de Goiás registraram um avanço expressivo em março de 2026, atingindo a marca de US$ 1,164 bilhão um crescimento de 62,3% na comparação com o mês anterior. Com importações na casa dos US$ 405 milhões, o estado consolidou um saldo positivo de US$ 758 milhões na balança comercial. No acumulado do primeiro trimestre, o superávit goiano já soma US$ 1,327 bilhão.
Agronegócio e Soja Ditam o Ritmo
O setor agropecuário continua sendo o motor das vendas externas, representando 82,7% do faturamento total (US$ 962,7 milhões).
Complexo Soja: Liderou a pauta com 61% de participação.
Carnes e Minérios: Somaram 19,1% e 11,8%, respectivamente.
Destaque do Mês: As exportações de álcool etílico surpreenderam com uma alta de 711,4% em relação a março de 2025.
Destinos e Origens: A Força do Interior
A China permanece como o maior parceiro comercial de Goiás, absorvendo mais da metade (51,3%) de tudo o que o estado exporta. Na sequência, aparecem os Estados Unidos (6,8%) e o Canadá (4%).
No cenário interno, a concentração logística e produtiva destaca três cidades:
Rio Verde: Responsável por 36,1% das exportações.
Jataí: Detém 12,1% das vendas externas.
Itumbiara: Contribui com 6,3% do total.
Importações: Foco em Tecnologia e Indústria
Goiás importou US$ 405 milhões em março, com foco em itens de alta intensidade tecnológica. O perfil das compras reflete a força da indústria local:
Farmacêuticos: Lideram com 35,5% das importações.
Automotivo: Veículos e autopeças somam 16,9%.
Maquinário: Equipamentos industriais representam 12,7%.
Polo Importador: Anápolis consolidou-se como o principal centro logístico, respondendo por 52% das entradas de produtos no estado.
Análise Econômica
De acordo com o Governo de Goiás e o Instituto Mauro Borges, esses resultados reforçam a competitividade da economia goiana no mercado global e a diversificação da base produtiva, que sustenta o crescimento contínuo do superávit comercial.




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