Influenciadora brasileira Lorrayne Mavromatis processa empresa de MrBeast nos EUA por assédio e discriminação
Ex-funcionária relata ambiente de misoginia, retaliações após denúncias de assédio sexual e pressão para trabalhar durante o parto na Beast Industries.
Lorrayne Mavromatis (Reprodução: Instagram/@lorraynemavromatis) NOVA YORK / GOIÂNIA – A influenciadora brasileira Lorrayne Mavromatis acionou a Justiça dos Estados Unidos contra a Beast Industries, produtora de conteúdo do youtuber MrBeast o maior do mundo na plataforma. O processo detalha graves acusações de assédio sexual, discriminação de gênero e retaliações profissionais que teriam culminado em sua demissão após o retorno da licença-maternidade.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Lorrayne, que atuava na criação e produção estratégica da empresa, descreveu um ambiente corporativo tóxico e dominado por homens, onde sua competência era frequentemente ignorada.
Relatos de Assédio e Misoginia
De acordo com a ação, Lorrayne era obrigada a participar de reuniões individuais na casa do CEO da companhia, onde afirma ter ouvido comentários inapropriados sobre sua aparência e insinuações de cunho sexual. “Gritaram comigo, me xingaram e fui chamada de burra na frente de toda a equipe. Dava uma ideia de negócio e, um minuto depois, um homem dava a mesma ideia e era elogiado”, desabafou a influenciadora.
Maternidade sob Pressão
Um dos pontos mais chocantes do processo refere-se ao tratamento recebido durante sua gravidez. Lorrayne afirma que sofreu pressão extrema para trabalhar mesmo em licença-maternidade, chegando a participar de reuniões durante o trabalho de parto e voltando às atividades semanas após o nascimento do filho, enquanto o bebê ainda necessitava de cuidados médicos. Sua demissão ocorreu pouco tempo após o retorno integral às funções.
Histórico de Controvérsias
Esta não é a primeira vez que o império de MrBeast enfrenta problemas judiciais. Em 2024, participantes do reality “Beast Games” já haviam processado a empresa alegando um ambiente marcado por misoginia e falta de segurança.
À revista People, a Beast Industries negou as acusações, afirmando que possui elementos que contradizem as declarações de Lorrayne. A brasileira pede indenização por danos morais e reparações trabalhistas.




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