Saúde alerta para aumento de picadas de cobras em Goiás e orienta sobre primeiros socorros
Hospital de Doenças Tropicais (HDT) já atendeu 170 vítimas em 2026; especialistas reforçam que lavar com água e sabão e buscar socorro imediato são as únicas medidas eficazes.
Foto: SES GOIÂNIA – O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) emitiu um alerta sobre o crescimento nos casos de acidentes com serpentes em Goiás. Somente nos primeiros quatro meses de 2026, a unidade já atendeu 170 vítimas. No estado, o monitoramento da Secretaria de Saúde (SES) já contabiliza 584 ocorrências e quatro óbitos no mesmo período.
A maioria dos acidentes (122 casos) foi causada por serpentes do tipo botrópico (jararacas), seguidas pelo tipo crotálico (cascavéis). Diante desse cenário, a velocidade no atendimento e o fim de mitos populares são os principais aliados da sobrevivência.
Mitos que matam: O que NÃO fazer
A diretora técnica do HDT, a infectologista Thaís Safatle, reforça que práticas antigas podem agravar o quadro da vítima.
NÃO tente sugar o veneno.
NÃO faça torniquetes ou garrotes (isso aumenta o risco de necrose).
NÃO aplique substâncias como fumo, café ou álcool na ferida.
O CORRETO: Lavar o local apenas com água e sabão e manter o membro elevado até chegar ao hospital.
Como identificar os sintomas
Os efeitos do veneno variam de acordo com a espécie, mas ambos exigem soro específico disponível na rede pública:
Jararaca: Dor intensa, inchaço imediato e possíveis sangramentos no local.
Cascavel: Visão turva, queda da pálpebra (olhar de sonolento) e dificuldade respiratória.
Canais de Ajuda 24h
Para orientações imediatas tanto para a população quanto para profissionais de saúde, o CIATox-GO funciona 24 horas pelos telefones:
0800 646 4350
0800 722 6001
Relato Real
Ramon dos Santos Nascimento, morador de Goiânia, sentiu na pele o perigo durante uma pescaria. Internado há 15 dias no HDT após ser picado por uma jararaca, ele relata a gravidade: "Senti dor intensa e queimação na perna. Dá muito medo, fica o trauma". O caso de Ramon reforça a necessidade de prevenção, como o uso de botas de cano alto e perneiras em áreas de vegetação.




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