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Goiânia,17/04/2026

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Inteligência Artificial torna previsão de doenças cardiovasculares mais precisa, aponta estudo

Pesquisa da Mayo Clinic revela que a medição automatizada de gordura ao redor do coração identifica riscos que métodos tradicionais não detectam, permitindo intervenções precoces.


Inteligência Artificial torna previsão de doenças cardiovasculares mais precisa, aponta estudo


ROCHESTER, EUA – Uma nova fronteira na cardiologia preventiva acaba de ser estabelecida pela Mayo Clinic. Pesquisadores identificaram que a integração de Inteligência Artificial (IA) em tomografias de rotina permite mensurar a gordura ao redor do coração (gordura pericárdica), tornando a predição de infartos e AVCs significativamente mais precisa, especialmente em pacientes considerados de "baixo risco" pelos métodos atuais.

Os achados, apresentados na sessão científica de 2026 do American College of Cardiology e publicados no American Journal of Preventive Cardiology, são fruto de um estudo robusto que acompanhou quase 12 mil adultos por 16 anos.

O "Insight" da IA em Dados Existentes

A grande inovação não está na criação de um novo exame, mas na extração de dados antes invisíveis em tomografias de cálcio coronário já realizadas rotineiramente.

  • O Método: A IA foi aplicada para medir o volume de gordura cardíaca e comparada à tradicional equação PREVENT e ao escore de cálcio.

  • O Resultado: O volume de gordura cardíaca mostrou-se um preditor independente de eventos graves. Quando somado aos métodos tradicionais, a precisão global da avaliação de risco deu um salto qualitativo.

Prevenção Personalizada e Sem Custos Adicionais

Segundo o Dr. Francisco Lopez-Jimenez, cardiologista preventivo e codiretor do programa de IA da Mayo Clinic, a escalabilidade é o ponto forte da descoberta. "Como essa medida é obtida a partir de exames que o paciente já realiza, ela representa uma forma prática de aprimorar a avaliação sem necessidade de novos testes ou custos extras", afirma.

Para a pesquisadora Zahra Esmaeili, autora principal do estudo, a IA resolve um dilema clínico: "Ela melhora a predição em pacientes com risco limítrofe ou intermediário, onde as decisões médicas costumam ser menos claras, abrindo caminho para uma prevenção personalizada."

Principais Conclusões do Estudo:

  • Associação Direta: Quanto maior o volume de gordura ao redor do coração, maior o risco de eventos cardiovasculares, independentemente do nível de cálcio nas artérias.

  • Refinamento de Risco: A inclusão dessa métrica permitiu identificar riscos elevados em pacientes que seriam classificados como "seguros" pelos modelos estabelecidos.

  • Eficiência Diagnóstica: O estudo demonstra que a IA pode transformar um exame padrão em uma ferramenta de diagnóstico profundo e preditivo.




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