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Goiânia,02/04/2026

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HMAP Realiza Primeira Artroscopia de Quadril na Rede Pública de Goiás

Procedimento minimamente invasivo marca avanço na saúde pública, com recuperação rápida e menor tempo de internação.

Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia
HMAP Realiza Primeira Artroscopia de Quadril na Rede Pública de Goiás Iris Rezende Machado (HMAP)

HMAP realiza primeira artroscopia de quadril da rede pública de Goiás
Procedimento minimamente invasivo possibilita menor tempo de internação e recuperação mais rápida
 

Goiânia, 05 de agosto de 2024 - O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP), unidade administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, realizou, no último mês, a primeira artroscopia de quadril da rede pública de Goiás. O procedimento minimamente invasivo representa uma alternativa mais custo-efetiva em comparação ao tratamento convencional para o tratamento de condições que acometem o quadril.

Realizado por vídeo, o procedimento permite que o paciente se recupere mais rápido e fique menos tempo internado, além de reduzir o risco de complicações pós-cirúrgicas. A cirurgia normalmente é indicada para pacientes adultos jovens (até 40 anos) diagnosticados com impacto femoroacetabular, uma condição que ocorre quando existe um contato anormal e desgaste entre a cabeça do fêmur e o encaixe da articulação do quadril, provocando limitação da mobilidade e dor no quadril, além do risco de evolução para uma artrose.

O ortopedista Gabriel Silva, especialista em cirurgia do quadril do HMAP, foi quem conduziu, junto a outros dois médicos, o primeiro procedimento do tipo na unidade. Ele explica que uma vez que o paciente recebe o diagnóstico de artrose, não há possibilidade de cura e a cirurgia indicada seria a colocação de prótese no quadril. "A gente faz a artroscopia no intuito de aliviar a dor do paciente e, principalmente, retardar a evolução para a artrose", esclarece o médico. A técnica é contraindicada para pacientes idosos e que já apresentam desgaste avançado ou lesão na cartilagem do quadril. Também não é indicada para pacientes com alguma infecção.

Para Gabriel, o maior ganho da técnica é a recuperação rápida. "Normalmente, o paciente recebe alta em menos de 24 horas após a cirurgia. Se não fosse por vídeo, com incisões maiores, sentiria mais dor, por causa do corte, e ficaria de 2 a 3 dias no hospital", explica. Outros três pacientes devem realizar o mesmo procedimento neste mês.

O coordenador do departamento de cirurgia do HMAP, Leandro Flores, comemora a realização de um procedimento desse nível na rede pública. "É uma cirurgia moderna que requer um nível de formação elevado, com grande habilidade técnica e tecnologia de ponta, com grande benefício para os pacientes. Além disso, existem poucos cirurgiões que o fazem. E o HMAP tem essa capacidade técnica", enfatiza Leandro. Ele ainda lembra que desde que o Einstein assumiu a gestão do HMAP, o número de cirurgias aumentou consideravelmente: em 2022 foram 2.147, e em 2023 esse número saltou para 7.506, um aumento de 250%. Só em junho deste ano foram 651 cirurgias.


Novidade também no tratamento contra o câncer

Outra cirurgia realizada pela primeira vez no HMAP, dessa vez na área da coloproctologia proporcionou para uma paciente de 71 anos o tratamento mais eficaz para seu problema de saúde: a proctocolectomia total, ou seja, a retirada completa de todo intestino grosso e reto, foi indicada diante do diagnóstico de polipose adenomatosa familiar, uma doença hereditária que causa da formação de pólipos intestinais e pode evoluir para câncer. 
 
A equipe responsável pela operação foi composta por sete mulheres, sendo cinco médicas, uma técnica em enfermagem e uma enfermeira, o que também trouxe orgulho para a coloproctologista Patrícia Romero Prete. "Essa é considerada a maior cirurgia da especialidade, um procedimento desafiador e, por isso, foi necessário contar com um time de peso. E é um orgulho que tenha sido todo formado por profissionais mulheres", conta. 
 
A cirurgia ainda conta uma bolsa em formato da letra J ligando o intestino delgado ao ânus, além de uma bolsa de ileostomia chamada de protetora e temporária, que coleta fezes fora do corpo. Entre 5 e 7 dias de pós-operatório, o paciente recebe alta. A vida do paciente com ileostomia é normal, na maioria dos casos, podendo participar de atividades que já fazia antes da cirurgia, como esportes, viagens e trabalho.  É necessário, porém, cuidado com a troca da bolsa, feita em torno de 3 a 4 vezes por semana.  
 
A higienização é feita em casa e o SUS fornece o material. No HMAP, o paciente ainda conta com a ajuda de uma enfermeira estomoterapeuta, especializada para auxiliar nesses cuidados. De três a seis meses depois acontece a cicatrização da primeira bolsa e a ileostomia é fechada.  
 
A polipose adenomatosa familiar é assintomática. Geralmente, quando começam a aparecer manifestações como dor e inchaço abdominal, pode haver um indicativo de que já evoluiu para o câncer, o que pode acontecer, inclusive, em adultos jovens. A médica Patrícia Romero enfatiza que a prevenção, principalmente em quem já apresenta um histórico familiar, é indispensável. "Para pacientes sem casos na família, os exames devem começar a ser feitos, com orientação médica, a partir dos 45 anos", reforça.

Sobre o HMAP

O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP) foi inaugurado em dezembro de 2018 e é o maior hospital do Estado feito por uma prefeitura. Administrado pelo Einstein desde junho de 2022, foi construído numa área superior a 17 mil metros quadrados, onde atua com mais de 1.100 colaboradores para o atendimento de casos de alta complexidade, incluindo hemodinâmica e cirurgia bariátrica, além de várias especialidades cirúrgicas e diagnósticas. A estrutura contempla 10 salas de cirurgia e 235 leitos operacionais, sendo 10 de UTI pediátrica, 39 de UTI adulto, 31 de enfermaria pediátrica, e 155 leitos de clínica médica/cirúrgica. 

Trata-se da primeira operação de hospital público feita pelo Einstein fora da cidade de São Paulo. Nos primeiros seis meses de gestão, as filas de UTI da unidade foram reduzidas consideravelmente e a capacidade de atendimento dos leitos, dobrada. Já as longas filas de espera para cirurgias eletivas foram diminuídas em menos de um ano, feito alcançado graças a iniciativas como mutirões cirúrgicos, que priorizaram demandas urgentes. O tempo de permanência dos pacientes no hospital também foi reduzido de 9,5 para 5 dias. Em relação à mortalidade, em junho de 2022 a taxa era de 15,33% e, seis meses depois, de 3,6%. 
 




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