Seja bem-vindo
Goiânia,04/04/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

O "segundo cérebro": como a saúde do intestino influencia emoções, humor e até dores de cabeça

Coloproctologista explica como a comunicação entre o trato digestivo e o sistema nervoso impacta o comportamento e reflete em sintomas como ansiedade, constipação e enxaqueca


O


A expressão "intestino como segundo cérebro" deixou de ser apenas uma curiosidade e tornou-se um pilar fundamental da medicina moderna. Estudos comprovam a existência de uma comunicação direta, complexa e ininterrupta entre o sistema nervoso central e o trato digestivo, mediada por vias neurais, hormonais e inflamatórias.

Segundo a coloproctologista Dra. Geanna Resende, que atua no Órion Complex, em Goiânia, essa conexão ocorre majoritariamente por meio do nervo vago. Além da via neural, hormônios como o cortisol (liberado sob estresse) e a serotonina (associada ao bem-estar e produzida em sua maioria no intestino) desempenham papéis cruciais. “Este eixo cérebro-intestinal é bidirecional: o que ocorre no intestino reflete no cérebro, e o que ocorre no cérebro interfere diretamente no funcionamento intestinal”, detalha a médica.

A interferência emocional no ritmo intestinal

Momentos de tensão ilustram claramente essa relação. É comum que pessoas, especialmente o público feminino, apresentem dificuldades de evacuação em situações de estresse ou quando estão fora de seu ambiente habitual. Dra. Geanna explica que, mesmo com dieta e hidratação adequadas, o sistema nervoso central pode "travar" o funcionamento intestinal em resposta ao estado emocional.

O inverso também é uma realidade clínica frequente. A constipação crônica favorece a disbiose intestinal  o desequilíbrio da microbiota. “Esse quadro gera metabólitos inflamatórios que, ao atingirem o cérebro, podem desencadear ansiedade, irritabilidade e um estado de estresse constante”, afirma a coloproctologista.

Gatilhos para enxaqueca e saúde mental

Até mesmo dores de cabeça recorrentes podem ter origem no sistema digestivo. Processos inflamatórios causados por intolerâncias alimentares ou digestão incompleta liberam substâncias que atuam como gatilhos para a enxaqueca.

Quando a saúde mental está fragilizada, o intestino é um dos primeiros órgãos a manifestar sinais. Distúrbios como depressão e insônia elevam os níveis de cortisol, alterando a microbiota e prejudicando a absorção de nutrientes. Esse ciclo vicioso reduz a produção de serotonina, agravando o quadro emocional original.

Estilo de vida e prevenção

Para romper esse ciclo de desequilíbrio, a especialista reforça que o cuidado deve ser multidisciplinar. O estilo de vida moderno  caracterizado pelo consumo de ultraprocessados, sedentarismo e sono irregular  é o principal vilão da saúde intestinal.

"O tratamento integrado, que une alimentação equilibrada, atividade física e controle do estresse, é essencial. Em muitos casos, a recuperação da saúde intestinal permite inclusive a redução de doses de medicamentos psiquiátricos", destaca a médica.

Dra. Geanna Resende faz um alerta final sobre a importância de não ignorar sintomas persistentes. Alterações no ritmo intestinal, dores abdominais e distensão podem indicar desde distúrbios funcionais até patologias graves, como o câncer colorretal. A recomendação médica é que a colonoscopia preventiva seja realizada a partir dos 45 anos, ou antes, caso haja histórico familiar ou sintomas de alerta.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.