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Goiânia,04/04/2026

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Mais de 80% dos homens enfrentam disfunção erétil após cirurgia de próstata: entenda o porquê

Estudo revela impacto significativo na saúde sexual masculina e reforça a importância do acompanhamento médico antes e depois do procedimento.


Mais de 80% dos homens enfrentam disfunção erétil após cirurgia de próstata: entenda o porquê

Mais de 80% dos homens enfrentam disfunção erétil após cirurgia de próstata: entenda o porquê

Estudo revela impacto significativo na saúde sexual masculina e reforça a importância do acompanhamento médico antes e depois do procedimento.

Uma pesquisa inédita no Brasil trouxe dados preocupantes sobre os efeitos da cirurgia de próstata na vida sexual dos homens. O levantamento, conduzido pelo urologista Dr. Paulo Egydio, analisou 1.902 pacientes e mostrou que 8 em cada 10 homens que passam por esse tipo de procedimento enfrentam dificuldades de ereção após a cirurgia.

Os resultados reforçam a necessidade de integrar o tratamento das doenças da próstata à saúde sexual masculina, com atenção especial ao suporte médico e psicológico antes e depois da intervenção.


Por que a cirurgia de próstata afeta a ereção?

A cirurgia de próstata é indicada principalmente em casos de câncer ou hiperplasia prostática benigna, condição em que o aumento da glândula compromete a função urinária e o bem-estar do paciente.

Mesmo com o avanço das técnicas que hoje incluem procedimentos laparoscópicos e cirurgias assistidas por robôs o risco de disfunção erétil permanece alto. Isso porque a próstata está localizada próxima aos nervos responsáveis pela ereção, e qualquer lesão nessa região pode comprometer o desempenho sexual.

A idade também é um fator importante: a média entre os pacientes afetados é de 64 anos. Segundo especialistas, o risco é maior em cirurgias mais extensas, como a prostatectomia radical, podendo gerar disfunção temporária ou até permanente.


Tratamentos para disfunção erétil pós-cirurgia

O estudo revelou que o tratamento mais utilizado é à base de tadalafila, usada por 67% dos pacientes. Outra opção bastante comum é a sildenafila, presente em 36% dos casos, que apesar do efeito mais curto, auxilia na reabilitação sexual.

Nos casos em que os medicamentos orais não funcionam, são indicadas injeções intracavernosas, como o Caverject (adotado por 17% dos homens) e os coquetéis Bimix ou Trimix (utilizados por 25%).

Além dos medicamentos, a fisioterapia peniana tem ganhado espaço como ferramenta de reabilitação uma alternativa adotada por 17% dos pacientes. Ainda assim, cerca de 20% dos homens não buscaram nenhum tipo de tratamento, o que acende o alerta sobre a importância do acompanhamento pós-operatório.


A importância do acompanhamento médico contínuo

Após a cirurgia de próstata, o acompanhamento com um urologista é fundamental para detectar precocemente alterações na função sexual e definir estratégias que favoreçam a recuperação.

Com orientação profissional, é possível escolher o tratamento mais adequado, melhorar a adesão às terapias e minimizar sequelas que poderiam ser evitadas com uma reabilitação precoce.




















As informações apresentadas têm caráter educativo e não substituem a avaliação de um profissional de saúde. Em caso de dúvidas, procure sempre um médico especialista.




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